A mais recente pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20), revela que a desaprovação do governo Lula caiu para 51%, uma diminuição de dois pontos percentuais. Por outro lado, a aprovação da gestão do presidente aumentou em três pontos, alcançando 46%.

Com uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, esses números indicam uma leve tendência de recuperação na popularidade do governo, a menor diferença entre aprovação e desaprovação desde janeiro deste ano, quando os índices estavam praticamente empatados.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribui essa melhora à percepção positiva da população em relação à queda dos preços dos alimentos, além da postura de Lula frente ao tarifaço imposto pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Nunes, a combinação de fatores econômicos e políticos contribuiu para esse resultado.

“A percepção de que os preços dos alimentos estão caindo trouxe alívio às famílias, enquanto a firmeza de Lula em defender os interesses nacionais foi vista como um sinal de liderança”, afirmou.

Entre os segmentos da população, a pesquisa mostra que a aprovação de Lula é mais forte entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos, aqueles com ensino fundamental, católicos, cidadãos acima de 60 anos e moradores do Nordeste.

Nestes grupos, Lula voltou a ser mais aprovado do que desaprovado, revertendo a situação de empates técnicos que se observava anteriormente. Em contrapartida, a desaprovação entre os homens ainda é maior do que a aprovação, embora a diferença tenha diminuído significativamente.

O estudo, realizado entre 13 e 17 de agosto com 12.150 entrevistas, também destacou que a aprovação de Lula subiu no estado de São Paulo, passando de 29% para 34%. Na Bahia e em Pernambuco, o presidente voltou a ser mais aprovado do que desaprovado, indicando uma recuperação em áreas onde seu apoio havia flutuado nos últimos meses. A pesquisa também revela que 51% dos entrevistados acreditam que os interesses políticos de Trump foram a causa do tarifaço, e 64% temem que essa medida aumente os preços dos alimentos no Brasil.

Além de analisar a aprovação e desaprovação do governo, a pesquisa da Quaest também mostrou variações significativas na percepção de Lula entre diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade.

Por exemplo, a aprovação entre os mais velhos (60 anos ou mais) subiu para 55%, enquanto a desaprovação caiu para 42%. Entre os mais jovens, a desaprovação ainda é elevada, com 54% manifestando insatisfação em relação ao governo.

Em termos de avaliação geral, a pesquisa revelou que a percepção positiva do governo aumentou de 28% para 31%, enquanto a avaliação negativa caiu para 39%. Essa mudança sugere que, apesar das dificuldades, há um movimento de recuperação da confiança em Lula e em sua administração, especialmente em um contexto econômico que parece melhorar para muitos brasileiros.

A pesquisa representa um termômetro importante da opinião pública em um momento crucial para o governo, que busca ampliar sua base de apoio e enfrentar os desafios econômicos e políticos que se apresentam.

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