Em uma medida que promete intensificar a vigilância sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Polícia Penal do Distrito Federal (DF) realize um monitoramento contínuo da residência do ex-mandatário.

A decisão foi anunciada em 26 de agosto de 2025 e busca garantir a segurança e a legalidade durante o cumprimento das restrições impostas a Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar.

O monitoramento, conforme destacado por Moraes, deve ser realizado de maneira discreta, evitando qualquer tipo de exposição midiática ou perturbação à vizinhança. A determinação é que as equipes responsáveis pela vigilância atuem em tempo real, sem invadir a privacidade do ex-presidente ou causar incômodos aos moradores da área.

O uso de uniformes e armamentos pelas equipes de vigilância ficará a critério da Polícia Penal do DF. A decisão do ministro ocorre em um contexto delicado, onde há preocupações sobre a possibilidade de fuga de Bolsonaro.

Essa inquietação é acentuada pela atuação de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos buscando apoio de autoridades estrangeiras contra o Judiciário brasileiro. Moraes ressaltou que a proximidade do julgamento do processo em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado, agendado para iniciar em 2 de setembro, também contribui para essa percepção de risco.

Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado a favor do monitoramento integral, enfatizando as preocupações relacionadas a uma possível fuga. O ex-presidente está sendo monitorado por uma tornozeleira eletrônica, mas a medida de vigilância contínua foi considerada necessária pelo Supremo para garantir a ordem e a aplicação da lei.

Moraes também determinou que a Secretaria de Segurança Pública do DF seja notificada para que as providências adequadas sejam tomadas e que os advogados de Bolsonaro sejam intimados sobre a nova decisão. A PGR, por sua vez, terá um prazo de cinco dias para se pronunciar sobre questões pendentes relacionadas ao caso.

A prisão domiciliar de Bolsonaro está ligada a investigações sobre coação a autoridades que lidam com o processo de tentativa de golpe de Estado, e não diretamente ao julgamento que se aproxima. O ex-presidente e seu filho estão sendo investigados por suas ações que podem ter influenciado o andamento do processo judicial.

Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro tenta angariar apoio nos Estados Unidos, o que tem gerado reações adversas e críticas tanto no Brasil quanto internacionalmente. Com a decisão de Moraes, o monitoramento de Jair Bolsonaro se torna um capítulo importante na trajetória judicial do ex-presidente, que enfrenta desafios legais significativos e um ambiente político conturbado.

A expectativa é de que as próximas semanas sejam cruciais para o desfecho dos processos em que ele está envolvido, refletindo a tensão entre o poder judiciário e as ações políticas em curso.

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